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02
Dez
08

Maria Regina Rocha sobre a avaliação do desempenho

Excelente texto  de Maria Regina Rocha no De Rerum Natura sobre a avaliação do desempenho dos professores, o porquê do Ministério querer à força e de qualquer maneira aplicar este modelo, a mentira repetida de que não havia avaliação, ou as circunstâncias em que os docentes acedem à profissão e a desenvolvem no seio das escolas.

(…) É que fazer crer à opinião pública que os males do ensino residem na actuação dos professores e no facto de nunca terem sido avaliados segundo este modelo revela, no mínimo, ignorância, no máximo, má fé.

E isto por dois motivos: os grandes factores que influenciam os resultados dos alunos (sensivelmente 60%) não são controláveis pela escola (essencialmente aspectos pessoais e sócio-económicos) e, dos restantes, ou seja, os factores inerentes ao sistema educativo, os professores não são responsáveis por aqueles que são determinantes, ou seja, os currículos, os programas e o tipo de formação pedagógica e didáctica que lhes é proporcionada: não esqueçamos que os professores cumprem os programas e directrizes da tutela e dos órgãos de gestão (escrupulosamente, senão têm de o justificar).

Assim, com verdade e serenidade, não misturemos avaliação dos professores, progressão na carreira e política salarial do governo com o que está mal no Ensino em Portugal e como resolvê-lo.

Vale a pena ler o texto completo.

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29
Nov
08

Uma boa base para a avaliação de professores

No Postal, do RC, uma excelente proposta com muitos dos bons caminhos por onde devia passar uma avaliação séria dos professores.

Quando é que os inúmeros comentadores que se fartam de falar da carreira e da avaliação de professores sem disso nada saberem percebem estes factos simples?

a) Só faz sentido ser-se avaliado por alguém que não saiba menos do que nós.

b) A divisão da carreira em titulares e não titulares é injustificada, sem fundamento, e foi aplicada de modo totalmente inaceitável.

c) Os especialistas em recursos humanos podem ter muitas coisas de interesse a dizer quanto à avaliação dos aspectos processuais, administrativos e burocráticos de pessoas e instituições, mas quando toca a avaliar desempenhos profissionais com conteúdos científicos e técnicos próprios deviam ter a humildade de ficar calados e deixar falar quem sabe desses assuntos.

d) Os jornalistas deviam ter maior preocupação em informar-se de forma adequada, através da sua própria investigação, sobre os temas que tratam, em especial quando fazem entrevistas de fundo ou decidem extravasar do seu papel e dar opiniões. É que ouvir ou ler as inanidades (e o abanar de cauda servil) de algumas perguntas feitas em entrevistas ou os textos de Fernando Madrinha ou Henrique Monteiro sobre Educação é deprimente.

27
Nov
08

O mérito e as quotas

«Não há mérito sem quotas»: ouviu-se defender no último debate televisivo sobre a avaliação do desempenho docente. Esta é uma afirmação que revela a confusão existente entre avaliação do desempenho profissional e progressão na carreira. Ora, a avaliação do desempenho profissional dos professores tem um carácter científico e pedagógico-didáctico, enquanto a progressão na carreira tem um carácter burocrático, administrativo e remuneratório.

Maria Regina Rocha e Maria Helena Damião
De Rerum Natura

E não podiam ter sido pessoas assim esclarecidas a falar no prós e contras, em vez de algumas desgraças que por lá se apresentaram?

25
Nov
08

Sócrates e a Liberdade

Ou não dei por isto na altura, ou dada a repetição exaustiva das situações insensibilizei e esqueci. É o “Retrato da Semana” no Público de 6 de Janeiro deste ano, por António Barreto, disponível no Sorumbático. Já tem quase um ano, mas mantém (até reforçou, creio) a actualidade. Sabe-se que António Barreto é uma das poucas pessoas neste país que não deixa de dizer o que pensa e di-lo, geralmente, de forma superior. Mas, ainda assim, aplaude-se o desassombro e a clareza:

O Primeiro-ministro José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas três décadas.

E termina assim:

TEMOS DE RECONHECER: tão inquietante quanto esta tendência insaciável para o despotismo e a concentração de poder é a falta de reacção dos cidadãos. A passividade de tanta gente. Será anestesia? Resignação? Acordo? Só se for medo…

Vale a pena ler, para quem aprecie verdadeiramente a liberdade.




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