Arquivo de Janeiro, 2009

29
Jan
09

A Edie com o Paul!?

Só mesmo por acaso… Desde há umas semanas que estou a usar o Songbird, um programa open source alternativo ao iTunes que promete ser, diz o Aaron Boodman, o Firefox dos media players. Eu gosto muito e recomendo vivamente. Ora este programa tem vários addons (extensões) interessantes, um dos quais é o mashTape, que agrega informações várias (bio, geralmente da Wikipédia, fotos, vídeos, etc.) acerca de quem está a tocar no momento. Vem ao caso que um desses momentos dizia respeito a Edie Brickell, um cantora que, com os New Bohemians, fez coisas muito boas no final dos anos 80, inícios dos anos 90, mas a quem, entretanto, perdi o rasto.

Sendo uma das minhas cantoras favoritas, fui ler a biografia e, espanto meu (já me devia ter deixado de espantar há muito tempo com a minha incomensurável ignorância), descubro que a dita (e ditosa) artista casou em 1993 com Paul Simon, O Paul Simon, com quem tem agora 3 filhos. Ora, depois do casório, a Edie Brickell publicou um álbum a solo, em 1994, produzido pelo seu famoso marido (e com algumas participações muito especiais) – Picture Perfect Morning – de que a Rolling Stone diz muito mal (eu também não gosto muito, mas seria menos enfático), e depois só em 2003 voltou a dar sinais de vida, com Volcano, a que se seguiu Stranger Things, em 2006. Fiquei com pena dela, porque pensei “ora bolas, mais uma artista com enorme potencial que casa com um marido famoso do meio e fica uma década a cuidar da casa e da família”. Sendo que antes tinha pensado “Mas não diziam que o Garfunkel e o Paul Simon coiso???”, mas isso são as parvoíces a que a gente liga mesmo sem querer.

Bom, mas por descargo de consciência, fui ver o que o Paul Simon, de quem também gosto bastante, tinha andado a fazer, e a verdade é que na década de 90 há apenas um álbum – Songs from the Capeman, de 1997 – a que se seguiu, em 2000, You’re the One. Seis anos depois, no mesmo ano que Edie Brickell lançou Stranger Things, saiu Surprise. O que quer dizer que estes dois andaram a tratar da família, presumo (espero, desejo) muito enamorados e a gozar a vida um pouco longe das luzes da ribalta na maior parte do tempo. Fiquei mais descansado, embora me digam o bom senso e o pragmatismo que pode haver muitas outras razões para esta fraca produção de ambos.

Para quem não a conhece, e para que não pensem que exagero nestas minhas ruminações, deixo aqui dois registos: o famosíssimo “What I Am”, do primeiro álbum (1988) com os New Bohemians – Shooting Rubberbands at the Stars – e “Once in a Blue Moon”, do álbum Volcano (2003), também gravado com os New Bohemians. Resta dizer que, se a artista é muito boa, esta banda também é do melhor que há.

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29
Jan
09

New York 2008

O Vimeo é um site como o Youtube, só que com muito menos confusão, o que torna bastante mais fácil encontrar as muitas pérolas com que nos podemos cruzar nestes sítios. No caso presente, um vídeo de Nova Iorque em câmera lenta, com 4m e 20s, feito por Vicente Sahuc. Às vezes, como é agora o caso, é dificil dizer porque é que certas coisas nos tocam mais do que outras, mas esta curtíssima metragem caíu-me no goto. Os detalhes do “making of” podem ser lidos aqui.

21
Jan
09

Agarrem-me senão… abstenho-me

Obviamente risível mas, também, instrutivo. Muito:

“Sou contratada, mas temos que ser fortes, temos que nos unir. Não podemos olhar só para o nosso umbigo, temos que pensar na força que temos juntos. É como diz o Obama – Yes we can”. Algumas palmas, porventura um pouco emocionadas.

A meio da votação da moção, a colega volta de atender um telefonema. “Desculpem mas tive que sair para atender um telefonema. Queria que me esclarecessem sobre a questão dos contratados”. Claro que agora não dá, estamos a meio de votar a moção. “Mas eu estou em luta e quero ser esclarecida”. Pois, mas isso era antes, agora já não pode ser. O que votas? “Abstenho-me”. E sottovoce, para o lado: “É que eu tenho família”.

21
Jan
09

Barack Obama – Discurso Inaugural

Discurso inaugural de Barack Obama. He’s the Man!

==== Parte 1 ====

==== Parte 2 ====

Transcrição

15
Jan
09

Bandeirinha

Só isso, uma pequena bandeirinha a assinalar um muito auspicioso começo do novo ano: entreguei há dias a minha dissertação de mestrado em pedagogia do e-learning intitulada “Da Web 2.0 ao e-Learning 2.0: Aprender na Rede”. Depois da experiência com as hiperficções para os estudos americanos que nunca arrancou (“Novas Escritas e Novas Leituras: Contributos para uma Poética da Hiperficção”), foi bom não ter ficado outra vez a meio. Como dizem os nossos amigos americanos, “sometimes a man’s gotta do what a man’s gotta do”. Há-de estar disponível online em breve.




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