Arquivo de Outubro, 2008

25
Out
08

Why! Why! Why!

Deixei de fumar em Junho de 2007. De então para cá, desenvolvi uma espécie de intolerância ao tabaco que faz com que, quando o stress transborda e é preciso recorrer ao outsourcing para o controlar, fique agoniado e com dores de cabeça assim que dou duas passas num cigarro. A decepção irritada leva-me a deitar fora o maço recém-comprado, junto com o também novel isqueiro. Já vão três pares nesta lista de desaparecidos em combate contra as durezas do quotidiano. Beber um copo podia muito bem servir como substituto, mas sendo eu proprietário de uma vesícula ociosa (preguiçosa, segundo o médico), é mais um pequeno vício que me está vedado. Que raio se pode então fazer quando um cigarrito ou um copo é que iam bem para serenar o ânimo mas estão fora de jogo?

Ia eu nestas cogitações um dia destes, a pé pela cidade, quando me lembrei de uma brincadeira da Rádio Comercial, chamada “guilty pleasure”, em que alguém (geralmente figuras públicas, ou mais ou menos) confessa uma predilecção musical, digamos, questionável. Como, por exemplo, a Manuela Azevedo, dos Clã. gostar do macaco Zacarias. Porque é que me lembrei disto? Bem, é que eu ia com os auscultadores a ouvir música e, como o meu iPod parece mais um albergue espanhol, de vez em quando dou comigo a ouvir “Dancing Qeen”, dos ABBA, ou “I’m a Melancholy Man”, dos Moody Blues, enquanto caminho tentando parecer cool, como costumamos caminhar na rua para os outros nos acharem cool. Ora, se desta vez o repórter da Time Out me interpelasse – “O que é que estás a ouvir?”, ou, se tivesse ouvido aquela estúpida publicidade do BES, talvez “O que é que o senhor está a ouvir?”, a resposta seria, nem mais nem menos do que  o kitchíssimo Tom Jones a cantar “Delilah”. Afinal sempre encontrei o meu vício para os apertos da alma, o meu guilty pleasure apaziguador. Há muitas versões do Tom Jones a cantar isto, sendo que com o tempo a interpretação se foi tornando cada vez mais (auto)irónica, um piscar de olho a um público cúmplice. Mas nesta que aqui deixo era a sério, dramático, sentido, sofrido, como deve ser para ter mesmo piada. Então aquela parte à la mariachi (la la la la la la la la la!!!) parte-me todo. E a cena da naifa, claro.

18
Out
08

*@"#%/&

Estou f***** com os deuses!

08
Out
08

UAU!

Vem aí mais um grãozinho de poeira para habitar o universo. Obra maior, neste caso, do R. e da C. Que os deuses estejam com eles, sempre.




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Outubro 2008
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