Arquivo de Março, 2008

28
Mar
08

Ajuda a pensar a escola hoje

Universal education through schooling is not feasible. It would be no more feasible if it were attempted by means of alternative institutions built on the style of present schools. Neither new attitudes of teachers toward their pupils nor the proliferation of educational hardware or software (in classroom or bedroom), nor finally the attempt to expand the pedagogue’s responsibility until it engulfs his pupils’ lifetimes will deliver universal education. The current search for new educational funnels must be reversed into the search for their institutional inverse: educational webs which heighten the opportunity for each one to transform each moment of his living into one of learning, sharing, and caring. We hope to contribute concepts needed by those who conduct such counterfoil research on education—and also to those who seek alternatives to other established service industries.

Isto dizia Ivan Illich em 1970, em Deschooling Society. Tão actual como se o tivesse dito hoje: as “redes educacionais” fazem lembrar muito as “personal learning networks” ou os “personal learning environments” de que agora se fala tanto na educação/formação online (OK, não tanto cá pelo burgo); esta noção da aprendizagem como um processo contínuo e global, que atravessa contextos formais e não-formais, embebido na própria vida das pessoas, em que as experiências se traduzem em learning, sharing and caring.

Por mim, acho boa ideia ter uma escola onde as crianças e jovens passem uma parte do dia, se encontrem e socializem, partilhem a experiência essencial do mundo físico. Mas mais uma escola de ateliers e workshops do que de aulas tradicionais; mais para indivíduos e os seus interesses e competências do que para a abstracção e arbitrariedade que é uma turma; mais um espaço de saber e cultura ao serviço dos alunos do que um espaço de treinamento e formatação ao serviço das empresas e dos interesses económicos ou outros. Com os meios tecnológicos e o acesso fácil a informação de qualidade que hoje temos, é altura de começar a pensar noutra escola que substitua este cadáver que persiste força do hábito e da tradição. Sejamos claros e lúcidos: a escola que temos desenrasca, mas está longe de ser a escola que precisamos para os tempos que correm e os que se avizinham no futuro.

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28
Mar
08

O excesso de informação e o trabalho do professor

Significant attainments become lost in the mass of the inconsequential

Dizia Vannevar Bush no seu famoso ensaio de 1945, As we may think, onde se fala do Memex (ou memory extender), a fonte de onde dizem ter-se inspirado muita da tecnologia e da concepção de organização do conhecimento que temos hoje (hipertexto, Internet, conhecimento em rede, etc.).

Num mundo saturado de informação, que pode ser convocada a partir de diversos suportes e, em alguns casos, de forma quase imediata, o trabalho do professor não pode mesmo ser o de papaguear o que já está dito e redito em profusão, antes ensinar a ver o que é essencial e significativo, modelar formas de interligar (relacionar) a informação e pensá-la criticamente, de maneira a construir conhecimento e a torná-la disponível para ser utilizada, pelo sujeito, no mundo real.

26
Mar
08

Children see, children do

Ainda a propósito desta telenovela em que se transformou a história do telemóvel na sala de aula, lembrei-me de algo que vi em tempos e que me demorou um pouco a encontrar. Fica para reflectirmos: afinal que exemplos é que nós, pais e professores, damos aos nossos filhos e alunos? Que tipo de modelo somos nós?

22
Mar
08

Dá-me o telemóvel, já! (2)

Deixo os links para dois excelentes posts que, juntamente com os respectivos comentários (sobretudo no primeiro caso), iluminam muito bem esta questão, precisamente porque a vêem de várias perspectivas.

Uns têm, outros não, do Daniel Oliveira e

Professora brutalizada, do José Luiz Sarmento

21
Mar
08

Os jovens estudantes hoje

Se a escola não mudar, muito, como é que educamos estes miúdos?

A Vision of K-12 Students Today

20
Mar
08

Dá-me o telemóvel, já!

Com o belo trabalho de sapa que o ministério e o pm têm feito quanto a denegrir os professores e as escolas, como pode ser diferente? Pena não haver mais imagens reais do que se passa todos os dias em muitas das nossas escolas, para que os “iluminados”, geralmente desinformados, que falam de transmitir conhecimentos como se fosse isso o ensino, e como se isso se processasse numa qualquer esterilizada linha de montagem tenham noção de que falam de uma fantasia que não existe.

Claro que também gostava muito de saber o que pensam os pais destes alunos sobre os professores, o ministério, a educação, etc. Provavelmente que os professores continuam a ser culpados e que eles, pais, não têm nada a ver com isto: a não ser, claro, exigir à escola que eduque os seus filhos, visto que eles são obviamente incapazes de o fazer.




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