Arquivo de Autor de josemota



20
Abr
09

Com um brilhozinho nos olhos

“Classical music with shining eyes”, por Benjamin Zander, é uma das muitas pérolas que se podem encontrar nas TedTalks e que nem vale a pena tentar adjectivar, porque é daquelas coisas que só vendo. Desde a ideia de “one buttock playing” até à definição que Zander faz de si e do papel do maestro, tão próxima daquilo que me parece a essência de ser professor, são pouco mais de vinte minutos verdadeiramente inspiradores. Obrigado ao João Ventura por ter partilhado isto num café de outras andanças.

09
Mar
09

O escudo anti

“Filho, fecha o casaco que está muito frio”.
“Ó pai, não te preocupes. A minha felicidade dá-me um escudo anti-frio”.

Pois é, já me tinha esquecido :-).

29
Jan
09

A Edie com o Paul!?

Só mesmo por acaso… Desde há umas semanas que estou a usar o Songbird, um programa open source alternativo ao iTunes que promete ser, diz o Aaron Boodman, o Firefox dos media players. Eu gosto muito e recomendo vivamente. Ora este programa tem vários addons (extensões) interessantes, um dos quais é o mashTape, que agrega informações várias (bio, geralmente da Wikipédia, fotos, vídeos, etc.) acerca de quem está a tocar no momento. Vem ao caso que um desses momentos dizia respeito a Edie Brickell, um cantora que, com os New Bohemians, fez coisas muito boas no final dos anos 80, inícios dos anos 90, mas a quem, entretanto, perdi o rasto.

Sendo uma das minhas cantoras favoritas, fui ler a biografia e, espanto meu (já me devia ter deixado de espantar há muito tempo com a minha incomensurável ignorância), descubro que a dita (e ditosa) artista casou em 1993 com Paul Simon, O Paul Simon, com quem tem agora 3 filhos. Ora, depois do casório, a Edie Brickell publicou um álbum a solo, em 1994, produzido pelo seu famoso marido (e com algumas participações muito especiais) – Picture Perfect Morning – de que a Rolling Stone diz muito mal (eu também não gosto muito, mas seria menos enfático), e depois só em 2003 voltou a dar sinais de vida, com Volcano, a que se seguiu Stranger Things, em 2006. Fiquei com pena dela, porque pensei “ora bolas, mais uma artista com enorme potencial que casa com um marido famoso do meio e fica uma década a cuidar da casa e da família”. Sendo que antes tinha pensado “Mas não diziam que o Garfunkel e o Paul Simon coiso???”, mas isso são as parvoíces a que a gente liga mesmo sem querer.

Bom, mas por descargo de consciência, fui ver o que o Paul Simon, de quem também gosto bastante, tinha andado a fazer, e a verdade é que na década de 90 há apenas um álbum – Songs from the Capeman, de 1997 – a que se seguiu, em 2000, You’re the One. Seis anos depois, no mesmo ano que Edie Brickell lançou Stranger Things, saiu Surprise. O que quer dizer que estes dois andaram a tratar da família, presumo (espero, desejo) muito enamorados e a gozar a vida um pouco longe das luzes da ribalta na maior parte do tempo. Fiquei mais descansado, embora me digam o bom senso e o pragmatismo que pode haver muitas outras razões para esta fraca produção de ambos.

Para quem não a conhece, e para que não pensem que exagero nestas minhas ruminações, deixo aqui dois registos: o famosíssimo “What I Am”, do primeiro álbum (1988) com os New Bohemians – Shooting Rubberbands at the Stars – e “Once in a Blue Moon”, do álbum Volcano (2003), também gravado com os New Bohemians. Resta dizer que, se a artista é muito boa, esta banda também é do melhor que há.

29
Jan
09

New York 2008

O Vimeo é um site como o Youtube, só que com muito menos confusão, o que torna bastante mais fácil encontrar as muitas pérolas com que nos podemos cruzar nestes sítios. No caso presente, um vídeo de Nova Iorque em câmera lenta, com 4m e 20s, feito por Vicente Sahuc. Às vezes, como é agora o caso, é dificil dizer porque é que certas coisas nos tocam mais do que outras, mas esta curtíssima metragem caíu-me no goto. Os detalhes do “making of” podem ser lidos aqui.

21
Jan
09

Agarrem-me senão… abstenho-me

Obviamente risível mas, também, instrutivo. Muito:

“Sou contratada, mas temos que ser fortes, temos que nos unir. Não podemos olhar só para o nosso umbigo, temos que pensar na força que temos juntos. É como diz o Obama – Yes we can”. Algumas palmas, porventura um pouco emocionadas.

A meio da votação da moção, a colega volta de atender um telefonema. “Desculpem mas tive que sair para atender um telefonema. Queria que me esclarecessem sobre a questão dos contratados”. Claro que agora não dá, estamos a meio de votar a moção. “Mas eu estou em luta e quero ser esclarecida”. Pois, mas isso era antes, agora já não pode ser. O que votas? “Abstenho-me”. E sottovoce, para o lado: “É que eu tenho família”.

21
Jan
09

Barack Obama – Discurso Inaugural

Discurso inaugural de Barack Obama. He’s the Man!

==== Parte 1 ====

==== Parte 2 ====

Transcrição

15
Jan
09

Bandeirinha

Só isso, uma pequena bandeirinha a assinalar um muito auspicioso começo do novo ano: entreguei há dias a minha dissertação de mestrado em pedagogia do e-learning intitulada “Da Web 2.0 ao e-Learning 2.0: Aprender na Rede”. Depois da experiência com as hiperficções para os estudos americanos que nunca arrancou (“Novas Escritas e Novas Leituras: Contributos para uma Poética da Hiperficção”), foi bom não ter ficado outra vez a meio. Como dizem os nossos amigos americanos, “sometimes a man’s gotta do what a man’s gotta do”. Há-de estar disponível online em breve.

18
Dez
08

Um barbeiro com sotaque

Chegou-me via o RC, do Postal, e é uma experiência auditiva fantástica.
É pôr uns auscultadores, aumentar o volume e fechar os olhos. UAU!

16
Dez
08

Per7ume – Intervalo (featuring Rui Veloso)

É verdade que tenho uma dissertação para acabar, mas tenho que fazer um intervalo porque está a tocar isto na RFM e fico todo arrepiado quando oiço. Enquanto me emociono com esta música fenomenal, aproveito e ponho-a aqui, para recordar quando quiser. A Annnnnna, como tem sete para ajudar, fez uma coisa muito mais gira, por isso podem ver lá também, que tem a letra e é, esteticamente falando, muito superior :-).

16
Dez
08

Vale tudo

1. A ministra da educação serve-se dos emails da DGRHE e das DREs para antecipar a publicação dos diplomas legais no Diário da República. É uma forma de quase terrorismo político que tem como objectivo bombardear os professores com produção legislativa contraditória e criada a um ritmo tão rápido que não dá tempo aos docentes para reflectirem sobre os decretos-leis, decretos regulamentares, despachos e portarias. A estratégia destina-se a esmagar e a ajoelhar os professores.

2. Ainda antes de os diplomas serem aprovados na reunião do Conselho de Ministros já os mesmos circulam pelas escolas, como se não carecessem de publicação no DR, graças aos emails do Gabinete da Ministra, da DGRHE e das DREs.

via ProfAvaliação: O simplex2 ainda não existe. 6 razões que mostram que a luta dos docentes não é só contra o modelo burocrático e a desfiguração da profissão.

É escandaloso, mas consistente com a mescla “sovieto-chávez” que tem sido a actuação do governo e deste triste ministério que temos. Vale a pena ler o post na íntegra.




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